Proutista Universal - Portugal
Um novo mundo é possível

Princípios Fundamentais de PROUT

1º Princípio fundamental

“Não deve ser permitido a nenhum indivíduo acumular riqueza material, sem clara permissão da sociedade.” Se a liberdade individual em todas as esferas é válida, a liberdade económica é de uma natureza diferente, pois envolve a possibilidade da má utilização e da má distribuição de recursos finitos. Como tal, a acumulação em determinada área, ou por determinado grupo, resulta inevitavelmente em privação de outra área ou grupo. Liberdade económica absoluta, significa liberdade para exploração psico-económica. Deve haver um acordo entre o interesse colectivo e o individual.         

2º Princípio fundamental

“Deve-se utilizar ao máximo e distribuir racionalmente as potencialidades físicas, intelectuais e espirituais do universo.” A riqueza disponível à humanidade deve ser usada e desenvolvida benignamente prol da sociedade. Utilização significa uso adequado e contrapõe-se à má utilização, à não utilização e à estagnação de recursos. Quando pessoas passam fome, produzir material de guerra é uma clara má utilização. Para além de assegurar as necessidades mínimas de todos, é preciso ter em conta a recompensa de pessoas meritórias, e em certos casos as necessidades de pessoas especiais. Este princípio engloba as necessidades do mundo animal e vegetal. Estes possuem necessidades como vidas independentes e não como meros recursos da vida humana.        

3º Princípio fundamental

“Deve-se utilizar ao máximo as potencialidades físicas, intelectuais e espirituais do indivíduo e do corpo colectivo da sociedade humana.” Todas as capacidades humanas, individuais e sociais, devem ser convenientemente desenvolvidas e usadas para o bem da sociedade e do individuo. Sarkar (1959) realça que o bem colectivo reside no bem individual e vice-versa. Assim, o bem individual deve ser cuidado tendo em vista o bem colectivo. Este princípio enfatiza o desenvolvimento de todas as capacidades humanas, incluindo as capacidades psíquicas, a criatividade e a espiritualidade, normalmente negligenciadas. O indivíduo deve ser encorajado a expressar os seus talentos, sem medo de repressões ou opressões. Estes talentos, ofícios e sabedorias, devem ser propriedade colectiva da sociedade que as nutriu.       

4º Princípio fundamental

“Deve haver, um ajustamento adequado entre estas utilizações físicas, intelectuais e espirituais.” É necessário um balanço entre estas esferas de modo a evitar negligencias ou a supressão de recursos humanos ou universais essenciais. Um elevado ênfase na economia e na tecnologia causa uma degradação mental, assim como um elevado ênfase na cultura espiritual causa uma deficiência no mundo material. Especial atenção deve ser dada às capacidades que são mais raras. No mundo natural, a ecossistemas raros deve atribuir-se mais valor que o puramente económico. No mundo humano, os talentos raros não devem ser desperdiçados. Uma pessoa de grande capacidade intelectual não deve ocupar-se apenas de trabalho físico. No geral, o talento intelectual é mais raro que o físico e a criatividade e o talento espiritual são ainda mais raros. Cada qual deve contribuir com aquilo para o qual tem mais capacidades.      

5º Princípio fundamental

“A utilização dos bens deve variar de acordo com o tempo, espaço e pessoa, devendo ser de natureza progressiva.” Este princípio enfatiza a flexibilidade destas ideias em serem um código de princípios universais, e não um dogma ou uma mera reacção a determinadas condições. O uso adequado das capacidades e recursos é sempre relativa e condicionada pelos vários factores ambientais, devendo assim haver um esforço para adequar a política e as acções a essas circunstâncias.


Estes princípios são a fundação de uma economia socialista progressiva, tendo por objectivo a flexibilidade e a universalidade de uma gestão económica que garanta “o bem e a felicidade de todos”.